segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Hoje, ao fotografar a graciosidade destas cegonhas (companheiras inseparáveis das pedras das ruinas em que vergonhosamente deixamos que se convertesse a Igreja e o Mosteiro de Santa Maria de Seiça, mandado construir por D. Afonso Henriques) e ao admirar a sua liberdade de evolução, não pude deixar de estabelecer um paralelo entre as diversas perspectivas contemporâneas do conceito de liberdade.
Porém, já que estava paredes meias com uma Igreja, o conceito de liberdade subjacente à minha formação cristã emerge do mar das "liberdades" teorizadas. A mensagem de Cristo é na sua génese uma mensagem de amor: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei." (Jo 15, 12). E nos tempos que vão correndo convém não esquecer que só o amor oferece liberdade!
A dádiva maior do amor é a liberdade.
Liberdade que não provenha do amor não é liberdade: é dominação!

Paz e Bem!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Fotografia: arte


A fotografia é o exemplo mais acabado de subjectividade!
Cada um de nós vê uma coisa diferente numa mesma fotografia.
Para uns, fotografar é meramente um processo pelo qual se arquivam recordações de algo, ou de alguém querido, de um momento de felicidade, de deslumbre ou mesmo de tragédia.
Para outros (nos quais me incluo) é um processo construtivo.
É tentativa de criar algo que está para lá da própria evidência.
Como processo criativo é sem dúvida um processo artístico. Mas onde começa a arte e acaba a banalidade ? Qual a frágil barreira entre as duas ?
É que se a fotografia, como arte, procura apenas reproduzir uma imitação da realidade, nada nos diz porque se converte numa arte anémica, que não comunica e apenas vive por e para si mesma.

Por outro lado, se se radica exclusivamente num diálogo contemporâneo, pouco nos dirá também e apenas nos provocará talvez algumas emoções imediatas.
O equilíbrio, débil, deve estar algures aí... talvez nos olhos de quem sabe ver para lá do óbvio.
Por isso é tão dificil de encontrar.

Paz e Bem!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Quantas vezes, ao passamos por portas de casas antigas, infelizmente muitas delas em ruinas, não nos apercebemos sequer de pequenos objectos metálicos nelas existentes, ignoramos por completo a sua história, a sua simbologia e mesmo o seu valor artístico.
É o caso das aldradas e dos batentes (como os desta fotografia).
De imprescindíveis durante alguns séculos viram-se relegadados e abandonados por via da modernidade, da campainha electrica e da porta de aluminio...
Os batentes que vemos nesta fotografia de um pormenor de uma porta de uma casa no centro da Figueira da Foz é bem representativo (no meu entender) desse esquecimento a que foram votados muitos dos objectos, dos usos e dos costumes que marcaram o quotidiano dos nossos antepassados.
Para documentar esta foto (e para saber a diferença entre aldraba e batente) procurei pela internet alguns textos de apoio.
Permitam que vos recomende este site:
http://www.aldraba.org.pt/temas%20aldrabas%20e%20batentes.html

Espero os vossos comentários.

Paz e Bem!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

São Francisco de Assis


Hoje partilho convosco esta imagem de São Francisco de Assis existente na Igreja da Ordem Terceira da Figueira da Foz. Apesar das enormes pilhagens feitas durante a época das invasões francesas, este antigo convento muito pouco conhecido, conserva ainda no seu interior um conjunto de imagens de uma rara beleza.
Paz e Bem!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008


Amanhã é quarta-feira de cinzas, início da Quaresma. Oportunidade para, entre outros projectos pessoais, volver um olhar de maior atenção para as magníficas peças de arte sacra espalhadas pelo nosso país.


Partilho convosco hoje este Cristo da Igreja do Mosteiro das Irmãs Clarissas do Louriçal.


Paz e Bem!